Complementação de Servidor Público em 3 passos.

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A Complementação de Servidor Público é paga na aposentadoria, para compensar a diferença entre o valor pago pelo INSS e o valor que teria direito. Após a reforma as regras mudaram, então é preciso estar atento. Entenda como ficou e como solicitar.

O que é a complementação de aposentadoria do servidor?

É a diferença paga pela aposentadoria no INSS e o valor que o servidor tem direito, constitucionalmente, de receber. Antes da reforma da previdência, esse valor era igual ao último salário na ativa, enquanto depois da reforma, é a média das contribuições, sem limite pelo teto do INSS. Nós explicamos detalhadamente como funciona a complementação de aposentadoria antes e depois da reforma em outro texto aqui do blog.

 

O texto continua após o vídeo.

 

 

Como encaminhar a complementação de servidor público?

Servidores concursados em Municípios que não possuem RPPS podem conquistar a complementação da aposentadoria em um processo que pode ser mais ou menos árduo. Porém, muitos Municípios evitam pagar esse direito.

Contudo, se o servidor cumprir os requisitos, que já explicamos aqui no blog, ele terá direito à complementação.

Portanto, é preciso seguir alguns passos para garanti-lo. O caminho para conseguir a complementação é constituído, basicamente, por três passos. Vamos falar sobre cada um deles agora.

1. Solicitação administrativa

Inicialmente, o servidor deverá ter PROTOCOLADO um requerimento por escrito direcionado para a Secretaria de Administração do Município. Além disso, também deverá ter agendado o pedido de aposentadoria no INSS. Caso já esteja aposentado, apenas protocole o requerimento por escrito na secretaria de administração do município.

O Requerimento do INSS precisa ser feito como se o servidor estivesse preparado para se aposentar. E, quando chegar a cartinha de concessão em casa, o servidor não deve receber a aposentadoria nem sacar o FGTS e PIS, até que se resolva a situação. 

Além disso, também é aconselhável ao servidor buscar o parecer jurídico sobre o tema, se possível.

Caso o Município negue o direito à complementação, não há outro caminho senão a contratação de um advogado especializado neste tipo de causa.

2. Contratação de advogado para analisar a complementação de servidor público

Tendo em vista que a matéria da complementação é complexa, é comum que o servidor público pergunte ao advogado (do órgão ou do sindicato) e o mesmo diga não conhecer o assunto. Portanto, é importante procurar um advogado especializado na questão para garantir esse direito. Basta procurar e saber como contratar um advogado com segurança.

Mesmo com a concessão do benefício pelo órgão público, cabe levar para o advogado especialista para uma análise do cálculo do valor.

3. Ingresso de ação judicial – quando necessário

A ação judicial deve ser evitada. Porém, quando o Município nega o direito, esta é a única forma de alcançá-lo. A ação, mesmo quando contratado o advogado pela internet, é movida no fórum da sua cidade e se houver audiência, o que é raro, deve ser feita naquela comarca.

Além disso, as etapas são simples, pois as provas são todas de direito ou documentais, raramente necessitando de testemunhas. Estes são também os motivos pelos quais, quando houver necessidade da ação, ela é resolvida em um ano ou pouco mais do que isso.

Para receber uma análise em caso de:

servidor aposentado nos últimos 5 anos, clique aqui;

professor na ativa, clique aqui;

Outros servidores na ativa, neste link

Advogado Especialista em Direito Previdenciário e Tributário, Sócio da Koetz Advocacia, professor da Pós Graduação na Verbo Jurídico e no Instituto Brasileiro de Direito - IBIJUS. Articulista no Portal da Transformação Digital

15 comentários em “Complementação de Servidor Público em 3 passos.”

  1. Pingback: Reintegração do servidor público estatuário: Decisões favoráveis |Koetz Advocacia

  2. José Olinto Xavier da Gama

    Dr Eduardo
    eu iniciei o trabalho como C Dentista em janeiro de 1980,mas só começei a pagar INSS em novembro de 1980,em janeiro 1997 eu fui contratado por uma prefeitura de uma cidade récem emancipada,assinaram minha carteiram por erro do contador o sistema desta prefeitura passou a ser CLT,em abril fiz concurso público e tomei posse só que o concurso foi anulado em julho de 2000 e voltei a situação de contratado,em abril de 2002,teve novo concurso com 4 vagas,passei em 4 lugar,só que em agõsto de 2002,o prefeito exonerou coletivamente todos os funcionários,e tinha uma Dentista que trabalhava contratada que não passou dentro das vagas estava Grrávida,,deram posse para os 3 primeiros colocados,mas continuei pagando o INSS e de dezembro de 2002 a junho de 2003,fiquei de licença pelo INSS,por moticvo de cirurgia para retirar tumor no pulmão,em fevereiro de 2004 o prefeito me contratou e poucos dias antes de vencer o concurso me deu posse e trabalhei inenteruptamente até setembro de 2016,quando consegui aposentadoria por tempo de contribuição,valor de 4,200 mensais,ao entregar a carta na prefeitura a gerente de recursos humanos me falou não precisava trabalhar mais,ai fiquei sabendo poderia continuar por contrato,mas não foi oferecido,gostaria de saber posso requerer a complementação

  3. Fatima, a complementação é válida para os munícipios que não possuem RPPS, se o seu não possui, deverá entrar com uma ação judicial de complementação de aposentadoria.
    Clique aqui e veja um vídeo que explica tudo sobre a complementação de aposentadoria.
    Em caso de dúvidas, estou à sua disposição.
    Abrçaos!

  4. Fatima Cerizza de Lacerda

    Boa Tarde Doutor,
    e nos casos em que o município não tem lei que prevê a complementação, a lei dele não fala nada sobre isso.
    Obrigado

  5. Boa Noite, minha tia quer solicitar a complementação da aposentadoria. Agradeço se puder enviar o arquivo para fazer o requerimento na Prefeitura.

  6. Olá,
    Dr. Você teria um modelo padrão, que pudesse ser disponibilizado, para a solicitação administrativa que é indicada no texto?
    Att.
    Gutembergue

  7. Boa tarde, o tempo que trabalha como motorista deverá ser contado diferente do tempo comum na aposentadoria, porém, para lhe informar corretamente a data em que poderá requerer a aposentadoria considerando os períodos já trabalhados e os ainda a trabalhar, precisamos fazer um cálculo do tempo de contribuição.
    Abaixo segue link com informações sobre o nosso serviço de cálculo, caso tenha interesse em contratar, retorne o contato:
    https://www.koetzadvocacia.com.br/servicos/calculo-de-tempo-de-contribuicao-para-aposentadoria/

  8. José Euclides Pereira

    Boa tarde.
    tenho 8 anos e 8 meses de contribuiçao e desde de fevereiro de 2007 sou concursado como motorista e atuo na função bombeiro municipal em desvio de função e recebo o adicional de periculosidade. Ate fevereiro de 2016 vou ter mais 9 anos de contribuição. Gostaria de saber se posso usar o adicional para o tempo de aposentadoria e qto tempo preciso tabalhar para aposentar e tenho 44 anos. Obrigado

  9. Olá boa noite?
    Entrei trabalhar em mes 02 de 91 sempre insalubre na mesma empresa, tenho 45 anos faço
    46 fevereiro do ano que vem ja posso pedir aposentadoria especial, sou enfermeira, e se se e integral.
    desde ja agradeço.
    Atenciosamente
    Marta

  10. Os requisitos para ter direito à complementação da aposentadoria são os seguintes:
    SE HOMEM
    60 anos de idade
    35 anos de contribuição (redução de 1 ano na idade para cada 1 ano de contribuição que supere 35)
    20 anos de serviço público
    10 anos de carreira
    5 anos no cargo atual
    SE MULHER
    55 anos de idade
    30 anos de contribuição (redução de 1 ano na idade para cada 1 ano de contribuição que supere 30)
    20 anos de serviço público
    10 anos de carreira
    5 anos no cargo atual
    Se professor, diminui 5 anos da idade e no tempo de serviço.
    Você pode solicitar uma análise mais completa do seu caso no link https://www.koetzadvocacia.com.br/tire-suas-duvidas-previdenciarias/

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