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Doenças ocupacionais dos enfermeiros: 5 casos comuns
Última atualização em 25/06/26
Conforme já vimos em outras postagens sobre doenças ocupacionais, o enfermeiro, auxiliar ou técnico em enfermagem, sempre que se encontrarem incapacitados para exercer suas atividades, poderão requerer o benefício previdenciário auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, isso a depender de sua incapacidade.
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A rotina de trabalho dos enfermeiros, auxiliares e técnicos em enfermagem é muito desgastante, isso porque o profissional acaba exposto a diversas doenças ocupacionais durante sua jornada de trabalho. Podem estar relacionadas a problemas como riscos biológicos, ergonômicos, psicossociais, químicos, etc.
As longas jornadas de trabalho colaboram para que não raramente os mesmos sejam afetados pelas doenças ocupacionais derivadas dos riscos a que ficam expostos. Outro ponto que contribui para o aparecimento de tais doenças ocupacionais é também a falta de profissionais na enfermagem, o que acaba gerando uma sobrecarga de trabalho.
Agora vamos ver quais são as principais doenças ocupacionais que têm levado os enfermeiros afastados de seu trabalho a procurar a Previdência.
As 5 doenças ocupacionais
Estresse depressão: tais doenças psicológicas são as mais comuns de atingirem os profissionais da enfermagem. Isso se da porque eles convivem diariamente com o processo de dor e sofrimento dos pacientes, com a morte e limitação de materiais de trabalho. Outro fato que corrobora com o aparecimento dessas doenças ocupacionais é o fato de que em média 50% dos profissionais da enfermagem possuem mais de um trabalho para compor sua renda mensal, causando assim sobrecarga ao mesmo. Em estudo da USP, foi estimado que 44,1% dos profissionais da enfermagem apresentam os sintomas que caracterizam essas doenças psicológicas.
Varizes: as conhecidas varizes também fazem parte da vida dos enfermeiros. Geralmente, elas aparecem em pessoas com mais de 40 anos, mas no caso desses profissionais, elas podem aparecer muito antes. Isso se dá porque a rotina e carga de trabalho dos enfermeiros é muito extensa e intensa. Um dos principais fatores de risco para a profissão é o fato de que passam a maior parte de sua jornada de trabalho em pé, ou ainda caminhando sem descanso, o que propicia algumas doenças ocupacionais. Esse fator, aliado aos outros originadores da doença, tais como: idade, sedentarismo, obesidade, gravidez, pílulas anticoncepcionais, dentre outros que podem ainda ser hereditários, vem causando a incapacidade e afastamento do trabalho de diversos profissionais da enfermagem.
Lombalgias: As principais causas da lombalgia são: esforços repetitivos, excesso de peso, pequenos traumas, condicionamento físico inadequado, má postura, sedentarismo, osteoartrose da coluna, osteofitose (conhecida também como bico de papagaio), osteoporose, dentre outros. Agora, se analisarmos a rotina diária do enfermeiro com os fatores causadores expostos aqui, podemos ver que dificilmente um profissional da enfermagem em sua vida ficará isento dessas dores que podem originar outras doenças na coluna lombar muito mais graves e a incapacidade para o trabalho por tempo indeterminado. Portanto, sempre que diagnosticado, o enfermeiro deve procurar o tratamento para que não se agrave.
Infecções respiratórias: os profissionais da enfermagem estão constantemente expostos a fatores de risco que podem levar a doenças ocupacionais respiratórias também. A exposição aos vírus, fungos, bactérias e outros agentes biológicos faz constantemente com que os profissionais se afastem para buscar tratamento. Os enfermeiros devem buscar tratamento e o afastamento quanto antes, pois, além de estarem incapacitados, ainda têm o risco de contágio aos outros pacientes e profissionais do ambiente hospitalar.
HIV (síndrome da imunodeficiência humana): assim como as infecções respiratórias, outros agentes biológicos colocam os profissionais da enfermagem em risco no ambiente hospitalar. O HIV é uma dura realidade entre os enfermeiros. Isso se dá porque o risco de contágio por agulhas, materiais infectados e outros, é constante durante a jornada de trabalho em um hospital. Corriqueiramente acontecem acidentes em que, principalmente com agulhas infectadas, ocorre a contaminação pelo profissional. O HIV tem garantido a aposentadoria por invalidez a milhares de pessoas que procuraram pelo benefício junto ao INSS.
Auxílio-doença e Aposentadoria por invalidez
Essas doenças citadas são apenas algumas das que mais atingem os profissionais da enfermagem, ainda existem outras tão comuns quanto essas que geram a incapacidade destes profissionais, mas certamente estas são as que mais levam ao afastamento do trabalho e recebimento de aposentadoria por invalidez.
Portanto, sempre que o enfermeiro, auxiliar ou técnico em enfermagem estiver acometido de alguma doença incapacitante, terá direito ao recebimento do auxílio-doença, ou até mesmo aposentadoria por invalidez. Devendo sempre que necessário consultar um advogado para que o guie nesse árduo caminho de análises, perícias e ingresso de ação judicial (quando necessário), sendo estes imprescindíveis para o sucesso do pedido.
O papel do advogado é relevante para comprovar o direito ao benefício, não tanto em relação à existência da incapacidade ou não, mas quais provas comprovam a DII (data do início da incapacidade), a qualidade de segurado, e demais direitos acessórios como, por exemplo, configurar se a doença é ocupacional ou não.
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Murilo Mella
Murilo Mella, advogado inscrito na OAB/SC 50.180, sócio e CEO da Koetz Advocacia. Se formou em direito na Universidade de Santa Cruz do Sul - RS e realizou pós-graduação em Direito Previdenciário pela Faculdade CESUSC. É especialista em Direito...
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