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CID M545 sintomas, e como comprovar lombalgia para aposentadoria
Última atualização em 17/12/25
A lombalgia aposenta com CID M54.5 quando ocorre a incapacidade permanente para o trabalho de forma comprovada. Além disso, o trabalhador precisa comprovar perante o INSS que essa incapacidade realmente não tem chances de recuperação para o trabalho, e cumprir requisitos adicionais, como carência e qualidade de segurado.
Neste artigo, trago para vocês a explicação das regras e condições para obter essa aposentadoria. Caso você leia o artigo e queira assistência jurídica especializada, nos envie uma mensagem no WhatsApp, será um prazer lhe atender!
O que você vai ler:
Quem tem problema de lombalgia pode se aposentar?
Sim, quem tem lombalgia pode se aposentar por invalidez se a condição for avaliada como incapacitante para o trabalho e permanente, ou seja, sem possibilidade de cura.
Contudo, caso alguma outra estratégia de tratamento consiga controlar a condição e manter a pessoa apta para o trabalho, então não será possível a aposentadoria por invalidez com base na lombalgia.
Quem tem lombalgia tem direito a algum outro benefício?
Além da aposentadoria por invalidez, a lombalgia também pode dar direito, ao contribuinte do INSS segurado, do benefício de auxílio-doença.
A principal diferença entre a aposentadoria por invalidez e o auxílio-doença é a primeira ser concedida quando a incapacidade é permanente, ou seja, sem possibilidade de recuperação. Já o segundo é concedido quando a incapacidade é temporária, com possibilidade de recuperação.
Como funciona a aposentadoria por Lombalgia?
A aposentadoria por lombalgia, ou seja, na modalidade de aposentadoria por invalidez, exige que se comprove incapacidade total e permanente para o trabalho e se cumpram os requisitos de carência e qualidade de segurado.
A carência funciona na mesma lógica da carência de plano de saúde, por exemplo, onde a pessoa precisa realizar uma certa quantidade de pagamentos para liberar o acesso a certos serviços. No caso da previdência, cada benefício possui a exigência de uma quantidade mínima de contribuições, sendo a carência.
Já a qualidade de segurado é o período no qual o trabalhador está com o seguro da previdência vigente, dentro do prazo que pode ficar sem contribuir e sem perder os direitos que já conquistou — ou seja, as carências que já cumpriu.
Entenda as regras de carência, qualidade de segurado e comprovação da incapacidade para fins de aposentadoria por incapacidade permanente (invalidez) com base em lombalgia.
Carência
A carência da aposentadoria por invalidez — hoje chamada de aposentadoria por incapacidade permanente — é, nos casos gerais, de 12 meses de contribuição em dia para o INSS, e nos casos de doença grave ou acidente, de 1 mês de contribuição em dia.
Na prática, isso significa que se você começar a pagar INSS hoje, terá direito à aposentadoria por invalidez por lombalgia apenas daqui a 12 meses.
Contudo, se a lombalgia for causada por uma doença grave, como câncer, ou por algum acidente, a carência que vale será a de casos especiais, que é de 1 contribuição em dia. Nesse caso, se você pagar INSS em dia hoje, amanhã já terá direito ao benefício. Porém, é importante ter em mente que o diagnóstico da doença ou o acidente precisaria ocorrer após a primeira contribuição. Se já aconteceu, não está mais coberto pelo seguro do INSS.
Qualidade de segurado
A qualidade de segurado diz respeito ao trabalhador estar ou não com seguro do INSS (seguridade social da previdência social) vigente. Diferente da carência, ele é conquistado imediatamente após a primeira contribuição, sempre, e permanece por 12 meses após a última contribuição, nos casos gerais.
Ou seja, você pode ficar sem pagar INSS por até 11 meses sem perder a qualidade de segurado. Em alguns casos, esse período pode até aumentar.
Assim, no exemplo de quem completou a carência da aposentadoria por invalidez, ou seja, pagou 12 meses em dia o INSS e ficou mais 11 meses sem pagar, a pessoa ainda assim está dentro da qualidade de segurado e tem carência.
Comprovar a incapacidade total e permanente para o trabalho
Já o critério de incapacidade total e permanente para o trabalho é comprovado no INSS por meio de perícia médica. Esse critério é analisado pelo perito do INSS após conversa e exame com você, que está solicitando a aposentadoria por invalidez, além da análise da sua documentação médica.
Em geral, as doenças da coluna exigem que você faça a comprovação da existência da doença por meio de laudos, contendo o número da CID, e a descrição de um histórico médico demonstrando que os tratamentos não foram efetivos para controlar a condição e manter a capacidade para o trabalho.
Como comprovar lombalgia CID M54.5 para o INSS?
Para comprovar a lombalgia pela CID M54.5 para o INSS você deve apresentar, na realização da perícia com o médico do INSS, documentos médicos que comprovem a sua condição e que, além disso, ela é incapacitante para o trabalho de forma permanente.
Na prática, você precisa apresentar, no dia da perícia, um laudo médico indicando a presença da lombalgia, que contenha o número CID (M54.5) e um descritivo, por parte do seu médico, do porquê ocorre a presença desse CID. O laudo também deve conter nome completo, carimbo, assinatura e CRM/CMO/RQE do médico que realizou a sua avaliação, além dos seus dados de identificação completos, como nome completo e CPF.
Caso o laudo não tenha as informações de identificação da condição, do médico e suas, poderá ser descartado como prova e você perderá os dias de afastamento de trabalho que ficou aguardando a perícia, por exemplo, além de ter a perícia negada.
Outro fator importante de comprovação para o INSS são as provas de que você realizou tratamentos e abordagens para buscar contornar as questões de saúde limitantes que a lombalgia impõe e que impedem você de conseguir trabalhar.
Para isso, é importante levar exames, encaminhamentos, receitas, prontuários e também um relatório médico contendo a descrição dos tratamentos e abordagens que você realizou e que não foram efetivos.
Quais os documentos para a perícia médica?
Os documentos que você deve apresentar para a perícia médica do INSS são:
- Documentos de identificação: documento de identificação com foto, RG, CPF e NIT/PIS/PASEP;
- Comprovante de agendamento: comprovante de agendamento da perícia;
- Laudo médico com CID: laudo médico com CID da doença ou condição que você está portando/enfrentando e que contenha seus dados de identificação, além de assinatura, carimbo e registro profissional do médico que a emitiu. O laudo deve ser atualizado, dentro dos últimos 3 meses;
- Provas de tratamento não efetivo: para casos como a lombalgia, também é importante apresentar documentos médicos que demonstrem como você tentou realizar tratamentos e abordagens que controlassem os efeitos da lombalgia, mas não obteve sucesso. Na prática, isso ajuda a demonstrar que a lombalgia, no seu caso, é incapacitante para o trabalho e que ela é permanente;
- Outros documentos médicos: exames, laudos antigos, histórico de tratamentos e internações, receitas, entre outros, podem auxiliar nas provas do seu direito.
Qual o valor do auxílio-doença por lombalgia?
O valor do auxílio-doença por lombalgia é de 91% da média das suas contribuições feitas ao INSS desde julho de 1994. É um dos benefícios com valor mais vantajoso depois da reforma da previdência, inclusive é mais vantajoso do que o valor da aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente).
Como é calculado o valor da aposentadoria por Lombalgia?
O valor da aposentadoria por lombalgia, ou seja, por invalidez, será de 60% da média de todas as suas contribuições feitas para o INSS desde julho de 1994, e pode ter um adicional de 2% ao ano contribuído acima do tempo mínimo.
Esse tempo mínimo é de 15 anos para as mulheres e 20 anos para os homens, o que significa que para ter direito a 100% da média, a mulher precisa contribuir 35 anos e o homem 40 anos para o INSS.
Quais outras doenças na coluna que dão direito à aposentadoria?
Inúmeras outras doenças na coluna podem dar direito à aposentadoria por invalidez caso sejam incapacitantes de forma permanente para o trabalho, alguns exemplos marcantes são:
- Hérnia de disco
- Degeneração dos discos
- Espondilite anquilosante
- Escoliose grave
- Espondilolistese
- Fraturas vertebrais com sequelas
- Artrose na coluna
- Mielopatia cervical espondilótica
- Tumor na coluna
Conclusão
Os problemas de saúde na coluna podem gerar benefício por incapacidade, seja ele permanente ou temporário. Para ter acesso a eles, você precisa demonstrar que está incapacitado para trabalhar, utilizando documentos adequados. No caso da aposentadoria, precisa demonstrar também a impossibilidade de recuperação, o que pode ser complexo.
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Murilo Mella
Murilo Mella, advogado inscrito na OAB/SC 50.180, sócio e CEO da Koetz Advocacia. Se formou em direito na Universidade de Santa Cruz do Sul - RS e realizou pós-graduação em Direito Previdenciário pela Faculdade CESUSC. É especialista em Direito...
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