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Quais doenças da coluna aposentam por invalidez e como pedir?
Última atualização em 17/09/26
Algumas doenças da coluna podem levar à aposentadoria por incapacidade permanente, mas nenhum CID garante esse direito sozinho. O INSS precisa reconhecer que a pessoa não consegue mais trabalhar e também não pode ser reabilitada para outra atividade.
Entre as condições que podem gerar esse tipo de incapacidade estão hérnia de disco, escoliose grave, estenose do canal vertebral, espondilolistese e espondilite anquilosante.
Uma doença na coluna pode mudar bastante a rotina de trabalho.
Ficar várias horas sentado, dirigir, carregar peso, caminhar ou permanecer em pé pode se tornar difícil quando existem dores frequentes, perda de força ou limitação dos movimentos.
Por isso, para o INSS, ter apenas o diagnóstico não é suficiente.
O mais importante é entender como aquela condição interfere na capacidade de trabalhar e se ainda existe possibilidade de recuperação ou reabilitação para outra atividade.
Se a incapacidade for temporária, pode existir direito ao auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando o quadro é permanente, pode ser analisada a aposentadoria por incapacidade permanente, antes chamada de aposentadoria por invalidez.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender quais doenças da coluna podem levar à aposentadoria, o que o INSS analisa, quais documentos ajudam a comprovar a incapacidade e como fazer o pedido.
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O que você vai ler:
Quais problemas de coluna podem dar direito à aposentadoria?
Podem dar direito à aposentadoria as doenças que deixam a pessoa permanentemente sem condições de trabalhar e sem possibilidade de reabilitação para outra profissão.
Não existe uma lista em que basta encontrar o nome da doença para receber o benefício. O que precisa ser comprovado é a incapacidade para o trabalho.
Duas pessoas com a mesma hérnia de disco podem ter situações completamente diferentes.
Uma consegue controlar os sintomas com fisioterapia e medicação e segue trabalhando normalmente. A outra convive com dor intensa, perda de força na perna e limitações que atrapalham até tarefas básicas da profissão.
O diagnóstico pode ser o mesmo. A incapacidade, não.
É essa diferença que precisa ser analisada em cada caso.
A Organização Mundial da Saúde aponta que a dor lombar é a principal causa de incapacidade no mundo e pode afetar tanto o trabalho quanto as atividades do dia a dia.
Hérnia de disco pode aposentar?
Sim, mas depende do grau de incapacidade. A hérnia de disco acontece quando parte de um disco localizado entre as vértebras sai da posição normal e pode comprimir as raízes nervosas.
Segundo o Ministério da Saúde, o problema aparece com maior frequência nas regiões lombar e cervical.
Dependendo do caso, podem surgir:
- dor na coluna;
- dor que se espalha para pernas ou braços;
- formigamento;
- fraqueza;
- dificuldade para ficar sentado;
- limitação para carregar peso;
- redução de movimentos.
Mesmo com esses sintomas, a hérnia de disco não gera aposentadoria automática.
Se ainda existe possibilidade de tratamento e recuperação, o afastamento pode ser temporário.
Para a aposentadoria, é necessário demonstrar que as limitações são permanentes e impedem a continuidade do trabalho.
Espondilolistese pode dar direito à aposentadoria?
Pode sim, a espondilolistese acontece quando uma vértebra se desloca em relação à outra.
Essa alteração pode causar dor, fraqueza, formigamento e dificuldade para caminhar ou manter algumas posições.
Para conseguir uma aposentadoria, porém, não basta apresentar esse diagnóstico.
O INSS vai analisar como a doença afeta o trabalho, quais tratamentos foram realizados e se ainda existe possibilidade de recuperação.
Escoliose grave aposenta?
A escoliose provoca uma curvatura anormal da coluna. Alguns quadros são leves e praticamente não interferem na rotina. Outros podem causar dor, alterações posturais e redução dos movimentos.
Nos casos mais graves, também podem surgir dificuldades respiratórias.
Por isso, uma pessoa com escoliose pode ter direito à aposentadoria quando as consequências da doença provocam uma incapacidade permanente.
O exame ajuda a demonstrar a condição, mas precisa ser analisado junto com os sintomas e as limitações.
Estenose espinhal pode aposentar?
Pode.
A estenose espinhal é o estreitamento do canal vertebral, que pode comprimir estruturas nervosas. Com isso, podem surgir dor, dormência, fraqueza e alterações nos braços ou nas pernas.
Na estenose lombar, por exemplo, algumas pessoas conseguem caminhar apenas por uma distância curta antes de precisar parar por causa da dor ou da fraqueza.
Esse tipo de informação concreta ajuda a mostrar melhor como a doença interfere na rotina e no trabalho.
Nos quadros mais avançados, podem aparecer perda de mobilidade e sintomas neurológicos que tornam difícil ou até impossível continuar trabalhando.
Quando essas limitações são permanentes, pode existir direito à aposentadoria por incapacidade permanente.
Doença degenerativa do disco aposenta?
Pode dar direito a benefício, dependendo do impacto causado. A doença degenerativa do disco está relacionada ao desgaste dos discos que ficam entre as vértebras.
Ela pode provocar rigidez, dor e dificuldade para realizar alguns movimentos.
Também pode estar associada a outras alterações da coluna.
Nesse caso, a avaliação costuma considerar os exames, a evolução da doença e os tratamentos já realizados.
Fratura na coluna pode dar aposentadoria?
É possível, sim. Mas cada caso precisa ser avaliado individualmente. Algumas pessoas conseguem se recuperar e voltar às suas atividades. Já outras podem apresentar perda de força, redução da mobilidade ou alterações neurológicas.
Por isso, é necessário avaliar as consequências deixadas pela fratura.
Quando a pessoa não consegue mais trabalhar e não pode ser reabilitada para outra atividade, a aposentadoria por incapacidade permanente pode ser analisada.
Espondilose cervical aposenta?
A espondilose cervical envolve o desgaste das vértebras e dos discos na região do pescoço, então sim, pode aposentar.
Ela pode causar dor, rigidez, redução dos movimentos, compressão de nervos e formigamento.
Em alguns casos, também existe perda de força nos braços e nas mãos.
Se essas limitações impedirem o trabalho de forma permanente, pode existir direito a um benefício por incapacidade.
Espondilose lombar aposenta?
A espondilose lombar também envolve o desgaste das estruturas da coluna, mas na região inferior das costas.
Além da dor, podem aparecer rigidez e compressão dos nervos.
Isso pode provocar formigamento, fraqueza e dificuldade para movimentar as pernas.
Novamente, o que define o benefício não é apenas a doença.
É necessário entender como os sintomas interferem na atividade profissional.
Espondilite anquilosante aposenta?
Pode dar direito tanto a um afastamento temporário quanto à aposentadoria, dependendo da situação.
A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que pode atingir a coluna e outras articulações.
Ao longo do tempo, ela pode provocar dor, rigidez e perda de mobilidade.
Existe ainda uma diferença importante nessa condição.
Em 2026, a espondilite anquilosante faz parte do grupo de doenças que podem dispensar a carência mínima nos benefícios por incapacidade. Isso não significa, porém, que a aposentadoria seja automática.
A pessoa continua precisando comprovar a incapacidade e manter a qualidade de segurado.
Veja também nosso conteúdo sobre as doenças que podem dispensar a carência no INSS.
Síndrome do túnel do carpo aposenta?
A síndrome do túnel do carpo não é uma doença da coluna.
Mesmo assim, ela costuma aparecer junto às buscas relacionadas a compressões nervosas e limitações dos membros superiores.
A condição ocorre quando o nervo mediano sofre uma compressão no punho.
Com isso, podem aparecer formigamento, dor, fraqueza e dificuldade para movimentar as mãos.
Para algumas profissões, essas limitações podem impedir o trabalho.
Nesse caso, um benefício por incapacidade pode ser analisado.
Tumor na coluna aposenta?
Sim, tumor na coluna pode aposentar. Os sintomas dependem do tipo do tumor, da localização e das estruturas atingidas.
Podem existir dor, perda de força, alterações de sensibilidade e dificuldades de movimento.
Quando se trata de um tumor maligno, a neoplasia maligna está entre as situações que podem dispensar a carência mínima exigida para os benefícios por incapacidade.
Mas essa dispensa não garante aposentadoria.
Ainda será necessário comprovar a incapacidade permanente.
Veja também nosso conteúdo sobre doenças que podem levar à aposentadoria.
Doença de Scheuermann aposenta?
Pode, mas dependendo das limitações. A doença de Scheuermann provoca alterações no crescimento das vértebras, geralmente durante a adolescência.
Ela pode causar uma curvatura mais acentuada da coluna, além de dor, rigidez e dificuldades posturais.
Nos casos em que os efeitos continuam ao longo da vida e impedem o trabalho, pode ser necessário avaliar um benefício por incapacidade.
Síndrome facetária aposenta?
A síndrome facetária atinge as articulações que ajudam na movimentação e estabilidade da coluna.
Quando elas ficam inflamadas ou desgastadas, podem surgir dor, rigidez e redução dos movimentos.
Também pode ocorrer dor irradiada para outras regiões.
O diagnóstico, porém, não define sozinho o direito ao benefício.
É necessário avaliar as limitações provocadas.
Síndrome do piriforme aposenta?
A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme interfere no nervo ciático.
A dor pode começar na região dos glúteos e seguir pela perna.
Também podem surgir formigamento, fraqueza e dificuldade para caminhar ou permanecer sentado.
Dependendo do quadro e da profissão, a condição pode gerar incapacidade para o trabalho.
Espondilolistese ístmica aposenta?
A espondilolistese ístmica é um tipo de espondilolistese geralmente relacionado a uma alteração na região da vértebra conhecida como istmo.
Ela pode provocar dor, rigidez, compressão de nervos, fraqueza e dificuldade para caminhar.
Mais uma vez, a aposentadoria não depende apenas do diagnóstico.
É necessário demonstrar que os sintomas impedem o trabalho de forma permanente.
Tabela de doenças da coluna, CID e possível benefício
O CID identifica uma doença ou condição de saúde.
Ele não determina se a pessoa terá auxílio-doença ou aposentadoria.
A tabela abaixo ajuda a entender alguns dos diagnósticos que podem aparecer nesses casos:
| Doença ou condição | CID de referência | O que pode ser analisado |
|---|---|---|
| Hérnia de disco lombar | M51 | Auxílio temporário ou aposentadoria, conforme a incapacidade |
| Hérnia de disco cervical com mielopatia | M50.0 | Benefício por incapacidade conforme as limitações |
| Espondilolistese | M43.1 | Auxílio ou aposentadoria, dependendo do quadro |
| Escoliose | M41 | Depende do grau e do impacto no trabalho |
| Estenose espinhal | M48.0 | Pode gerar benefício quando compromete a atividade profissional |
| Doença degenerativa do disco | M51.3 | Depende da evolução e das limitações |
| Fraturas vertebrais | S22, S32, M80 ou M48.5 | Depende da fratura e das sequelas |
| Espondilose cervical | M47.2 | Pode gerar benefício nos casos incapacitantes |
| Espondilose lombar | M47.2 | Pode gerar benefício nos casos incapacitantes |
| Espondilite anquilosante | M45 | Pode gerar benefício e pode dispensar carência |
| Síndrome do túnel do carpo | G56.0 | Pode gerar afastamento conforme a profissão |
| Tumores malignos na coluna | C41.2 ou C72 | Podem gerar benefício e dispensar carência quando há neoplasia maligna |
| Doença de Scheuermann | M42.0 | Depende das limitações |
| Síndrome facetária | M47.8 | Pode causar incapacidade conforme o quadro |
| Síndrome do piriforme | G57.0 | Depende das limitações provocadas |
Esses códigos servem como referência.
O CID exato pode mudar conforme o diagnóstico registrado pelo médico.
Qual é a doença da coluna que mais aposenta?
Não existe uma doença da coluna que possa ser apontada como aquela que sempre gera mais aposentadorias.
Isso acontece porque o INSS não concede o benefício apenas pelo diagnóstico.
Hérnia de disco, doenças degenerativas, escoliose, estenose, espondilite anquilosante e fraturas podem causar limitações importantes.
Mas o impacto depende de cada pessoa.
A profissão também faz diferença.
Um motorista que não consegue permanecer sentado por várias horas enfrenta um problema diferente de alguém cuja atividade permite mudar de posição com frequência.
Da mesma forma, quem precisa carregar peso pode sentir mais os efeitos de determinadas limitações.
Por isso, o trabalho exercido precisa ser considerado junto com o quadro de saúde.
Como funciona a aposentadoria por doença na coluna?
Não existe uma aposentadoria específica chamada “aposentadoria por doença na coluna”.
O benefício é a aposentadoria por incapacidade permanente, antiga aposentadoria por invalidez.
Ela é destinada ao segurado que está permanentemente incapaz para o trabalho e não pode ser reabilitado para outra atividade que garanta sua subsistência.
Por isso, o INSS pode observar:
- exames;
- laudos;
- sintomas;
- tratamentos realizados;
- evolução da doença;
- limitações para o trabalho;
- atividade profissional;
- possibilidade de exercer outra função.
Em regra, também são exigidas 12 contribuições mensais.
Além disso, é necessário possuir qualidade de segurado, que significa continuar protegido pela Previdência mesmo em determinadas situações em que a pessoa deixou de contribuir.
Existem casos em que a carência pode ser dispensada.
Qual a diferença entre auxílio-doença e aposentadoria por invalidez?
A diferença principal está na duração da incapacidade.
O auxílio-doença, atualmente chamado de auxílio por incapacidade temporária, é destinado a quem está sem condições de trabalhar por um período, mas ainda possui perspectiva de recuperação.
Em regra, o benefício exige 12 contribuições e qualidade de segurado.
Já a aposentadoria por incapacidade permanente é analisada quando a pessoa não consegue mais trabalhar e também não pode ser reabilitada para outra atividade.
Portanto, não é a pessoa que precisa decidir apenas com base no nome da doença se sua incapacidade será temporária ou permanente.
A avaliação do quadro ajuda a definir qual benefício corresponde à situação.
Quais doenças da coluna não precisam de 12 contribuições?
A regra geral dos benefícios por incapacidade exige 12 contribuições mensais.
Isso é o que chamamos de carência.
Porém, existem situações em que esse período mínimo não é necessário.
Entre as condições citadas neste conteúdo, duas merecem atenção:
Espondilite anquilosante: faz parte da relação atual de doenças que podem dispensar a carência.
Tumor maligno na coluna: pode se enquadrar como neoplasia maligna, que também está incluída nessa regra.
Em 2026, o Ministério da Previdência atualizou a relação de doenças e condições que permitem a dispensa da carência mínima para benefícios por incapacidade.
Também pode haver dispensa quando a incapacidade está relacionada a acidente de qualquer natureza, doença profissional ou doença do trabalho.
Isso não significa que a pessoa receberá o benefício automaticamente.
Ainda será necessário cumprir os outros requisitos e comprovar a incapacidade.
Veja também a lista de doenças que podem dispensar carência.
Como é a perícia do INSS para quem tem problema na coluna?
Na perícia, o objetivo é entender como a doença afeta sua capacidade de trabalhar.
Por isso, o perito não vai olhar apenas para o CID.
Também são importantes os sintomas, a evolução da condição, os tratamentos e as limitações apresentadas.
Imagine alguém que trabalha dirigindo durante oito horas por dia.
Para essa pessoa, não conseguir permanecer sentada por mais de alguns minutos pode ter um impacto muito maior no trabalho.
Já quem precisa carregar peso pode enfrentar outro tipo de dificuldade.
Então, durante a avaliação, é importante explicar de forma clara o que mudou na sua rotina.
Não basta dizer apenas “tenho muita dor”.
Explique quais movimentos ficaram difíceis, por quanto tempo você consegue permanecer em determinada posição e quais atividades deixou de realizar.
Os documentos médicos ajudam a complementar essas informações.
Quais documentos levar para a perícia?
O INSS orienta a apresentação de documento oficial com foto, CPF e documentos médicos que demonstrem o problema de saúde e o tratamento realizado.
Entre os documentos de saúde, podem ser úteis:
- laudos médicos;
- atestados;
- ressonâncias;
- tomografias;
- radiografias;
- exames complementares;
- receitas;
- prontuários;
- relatórios de fisioterapia;
- registros de tratamentos anteriores.
Veja também nosso guia sobre documentos para levar na perícia médica.
Tente apresentar documentos recentes, mas não descarte os mais antigos.
Eles podem ajudar a mostrar há quanto tempo a doença existe e como ela evoluiu.
Preciso fazer ressonância para conseguir aposentadoria?
Não existe um exame que garanta a aposentadoria.
A ressonância magnética costuma ser importante para diferentes doenças da coluna porque consegue mostrar estruturas que não aparecem com o mesmo nível de detalhe em outros exames.
Mas isso não significa que ela seja obrigatória em todos os casos.
Radiografias, tomografias e outros exames também podem ser úteis.
Tudo depende do diagnóstico e da orientação do médico que acompanha a pessoa.
O ponto principal é que os documentos mostrem a condição e ajudem a explicar as limitações.
Quanto tempo demora o resultado da perícia?
Em muitos casos, o resultado pode ser consultado pelo Meu INSS ou pela Central 135 a partir das 21h do dia da perícia.
Porém, nem sempre isso acontece.
Pendências em dados cadastrais, vínculos, remunerações ou outras informações podem impedir a conclusão imediata.
Por isso, se o resultado não aparecer no mesmo dia, não significa automaticamente que o benefício foi negado.
Vale conferir o andamento do pedido.
Qual é o valor da aposentadoria por doença na coluna?
Não existe um valor específico para quem tem hérnia de disco, escoliose ou qualquer outra doença da coluna.
O cálculo segue as regras da aposentadoria por incapacidade permanente.
Para os casos em que a incapacidade foi constatada depois da Reforma da Previdência, a regra geral começa em 60% da média de todos os salários de contribuição considerados no cálculo.
Depois, são acrescentados 2 pontos percentuais por ano que ultrapassar:
- 20 anos de contribuição para homens;
- 15 anos para mulheres.
Essa regra foi considerada constitucional pelo STF no Tema 1.300.
Quando a incapacidade permanente decorre de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, o cálculo corresponde a 100% da média.
Essa diferença é importante.
Uma doença grave que não tenha relação com o trabalho não gera, apenas por ser grave, o cálculo de 100% nas aposentadorias concedidas pelas regras atuais.
Como pedir aposentadoria por doença na coluna?
O pedido pode ser feito pelo Meu INSS ou pela Central 135.
Atualmente, existe um serviço específico para solicitar a aposentadoria por incapacidade permanente. O próprio INSS também informa que, quando um benefício temporário é solicitado, a perícia pode indicar a aposentadoria caso identifique incapacidade permanente sem possibilidade de reabilitação.
Antes de fazer o requerimento, organize sua documentação.
Vale conferir se:
- os exames estão legíveis;
- o laudo explica o diagnóstico;
- existem informações sobre os sintomas;
- o documento mostra as limitações;
- os tratamentos realizados estão descritos;
- há informação sobre a possibilidade de recuperação.
Um laudo que traz apenas o CID pode não explicar toda a situação.
Quanto mais claro estiver o impacto da doença sobre o trabalho, mais completa será a documentação apresentada.
https://www.youtube.com/embed/i_hT7YFiRow?si=kv4vu3cUP4aMMko2
O que fazer se a aposentadoria por doença na coluna for negada?
Se o pedido de aposentadoria for negado, primeiro descubra o motivo.
A perícia pode ter entendido que você ainda consegue trabalhar.
Também podem existir problemas relacionados aos documentos, à carência ou à qualidade de segurado.
Entender essa razão vem antes de simplesmente fazer outro pedido.
Dependendo da situação, pode ser possível apresentar recurso administrativo, fazer um novo requerimento ou discutir o caso na Justiça.
Se o problema estiver relacionado à avaliação da incapacidade, documentos médicos novos podem ajudar em uma nova análise.
Em situações mais complexas, um advogado especialista em aposentadoria por incapacidade pode avaliar quais caminhos existem para aquele caso.
Conclusão
Doenças da coluna podem dar direito a benefícios do INSS, mas nenhum diagnóstico ou CID garante aposentadoria sozinho.
Hérnia de disco, escoliose, estenose, espondilite anquilosante, doenças degenerativas e outras condições podem causar diferentes níveis de limitação.
Em alguns casos, a pessoa precisa apenas de um afastamento para se recuperar.
Em outros, a doença impede de forma permanente a continuidade do trabalho.
Por isso, o diagnóstico precisa ser analisado junto com os exames, o histórico de tratamentos, as limitações e a atividade profissional.
Quando existe possibilidade de recuperação, pode ser concedido o auxílio por incapacidade temporária.
Já quando a pessoa não consegue mais trabalhar e também não pode ser reabilitada para outra atividade, a aposentadoria por incapacidade permanente pode ser analisada.
Se você deseja assistência jurídica da nossa equipe, nos envie uma mensagem no WhatsApp.
Perguntas frequentes sobre doenças da coluna e aposentadoria
Uma doença na coluna pode gerar dúvidas sobre CID, perícia, afastamento e aposentadoria.
Por isso, reunimos abaixo as principais perguntas de forma direta.
Hérnia de disco dá direito à aposentadoria?
Pode dar.
Se a incapacidade for temporária, pode ser concedido o auxílio por incapacidade temporária.
A aposentadoria é analisada quando a pessoa não consegue mais trabalhar de forma permanente e também não pode ser reabilitada para outra atividade.
Existe um CID da coluna que aposenta automaticamente?
Não.
O CID identifica o diagnóstico.
Quem define o direito ao benefício é a análise da incapacidade, junto com os demais requisitos previdenciários.
Qual é o CID mais grave da coluna?
Não existe um CID oficialmente classificado como “o mais grave” para fins de aposentadoria.
Alguns diagnósticos podem estar associados a alterações neurológicas importantes, mas o INSS precisa avaliar as consequências apresentadas pela pessoa.
CID M50.0 aposenta?
Pode dar direito à aposentadoria.
O CID M50.0 está relacionado a transtorno de disco cervical com mielopatia.
Mesmo assim, o código sozinho não garante o benefício.
Preciso de quantos laudos médicos?
Não existe uma quantidade mínima fixa.
Um conjunto menor de documentos claros e completos pode ser mais útil do que vários laudos com poucas informações.
Também é interessante apresentar exames e o histórico de tratamentos.
Artrose na coluna lombar aposenta?
Pode.
Para isso, a artrose precisa provocar uma incapacidade permanente para o trabalho e não deve existir possibilidade de reabilitação.
Artrose na coluna cervical aposenta?
Também pode dar direito ao benefício.
O INSS vai analisar as limitações provocadas, os documentos médicos e a possibilidade de a pessoa continuar trabalhando.
Bico de papagaio aposenta?
Pode gerar um benefício quando provoca dor e limitações que impedem a atividade profissional.
Porém, ter bico de papagaio no exame não garante aposentadoria.
Desvio na coluna aposenta?
Pode.
Escoliose e outros desvios podem causar limitações importantes em determinados quadros.
A concessão depende do impacto no trabalho.
Osteoporose na coluna pode aposentar?
Pode, especialmente quando causa fraturas ou outras complicações que deixam sequelas permanentes.
Mesmo assim, essas consequências precisam ser analisadas pelo INSS.
Espondilite anquilosante aposenta?
Pode dar direito a benefício por incapacidade quando limita o trabalho.
Além disso, a espondilite anquilosante está entre as condições que podem dispensar as 12 contribuições mínimas. Isso não elimina os demais requisitos.
Tumor na coluna aposenta?
Pode.
Quando existe incapacidade permanente causada pelo tumor, a aposentadoria pode ser analisada.
Nos casos de neoplasia maligna, também pode haver dispensa da carência.
Doença da coluna precisa ser causada pelo trabalho para aposentar?
Não.
Uma doença pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente mesmo sem ter sido causada pelo trabalho.
A origem da condição, porém, pode alterar algumas regras, inclusive o cálculo do benefício.
Posso me aposentar se ainda existir tratamento?
Depende.
Se existe possibilidade de recuperação, pode ser mais adequado um benefício temporário.
Para a aposentadoria por incapacidade permanente, é necessário que não exista possibilidade de reabilitação para uma atividade que garanta a subsistência.
Eduardo Koetz
Eduardo Koetz, advogado inscrito nas OAB/SC 42.934, OAB/RS 73.409, OAB/PR 72.951, OAB/SP 435.266, OAB/MG 204.531, sócio e fundador da Koetz Advocacia. Se formou em Direito na Universidade do Vale do Rio dos Sinos e realizou pós-graduação em Direi...
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