Falta de planejamento de aposentadoria traz riscos

Um casal com semblante aflito e com as mãos na cabeça olhando para papéis sobre uma mesa e utilizando uma calculadora, representando os riscos causado pela falta de planejamento de aposentadoria.

A falta de planejamento de aposentadoria pode afetar negativamente o servidor público.

 

Existe um longo e complexo processo aguardando a todos que estão se aproximando do tempo de aposentar. A falta de planejamento de aposentadoria torna ainda mais desgastante a experiência, pois existe uma grande quantidade de documentos a apresentar, requisitos a serem preenchidos e dúvidas a sanar até que o assunto seja resolvido. Entretanto, existe uma forma de driblar os riscos financeiros causados por essas dificuldades.

 

Um casal com semblante aflito e com as mãos na cabeça olhando para papéis sobre uma mesa e utilizando uma calculadora, representando os riscos causado pela falta de planejamento de aposentadoria.

 

Apesar de toda a complexidade, há como garantir que tudo será feito da maneira mais vantajosa possível, evitando prejuízos no benefício ou falha nos cálculos de tempo de contribuição. O melhor caminho para garantir isto é através do planejamento de aposentadoria.

 

Ele tem o objetivo de fornecer informações precisas a respeito dos requerimentos para que o benefício seja concedido e tem como data ideal para sua realização entre 10 e 5 anos antes da aposentadoria. No caso dos servidores da área da saúde, isso corresponde a 15 ou 20 anos após o início do exercício da profissão.

 

Explicamos abaixo os riscos e como evitá-los através do planejamento de aposentadoria.

 

1. Risco: Trabalhar demais ou “de menos”.
Solução no planejamento de aposentadoria: Cálculo do Tempo de Contribuição

O INSS e os RPPS fornecem uma simulação frequentemente errada do tempo de contribuição que o profissional possui. Isso acaba fazendo com que o servidor trabalhe mais do que o necessário ou solicite a aposentadoria antes de ter direito. Ao fazer o pedido antes, o benefício será negado entre 1 e 6 meses depois. Esse tempo será perdido e o processo deverá ser recomeçado.

 

Também se deve atentar à contagem de tempo insalubre, conversões se for somá-lo ao tempo comum e, em caso de municípios que não possuem RPPS,  calcular também o tempo de contribuição necessário para ter direito à integralidade e paridade.

 

2. Risco: Aposentadoria com valor inferior ao que se tem direito.
Solução no planejamento de aposentadoria: Cálculo dos Valores do Benefício.

O cálculo do valor inclui muitas variáveis, como a incisão ou não de fator previdenciário, a comprovação de insalubridade para Aposentadoria Especial e a média salarial. A média é calculada com base em 80% dos salários recebidos (descarta-se os 20% menores salários). O valor é calculado pelo INSS ou pelo RPPS e também ocorrem erros frequentes.

 

Se você não souber qual é o valor do benefício que deve receber, poderá perder valores, especialmente em caso de servidor concursado que possui direito à complementação ou à integralidade.

 

3. Risco: Não ter Provas de Insalubridade para algum período de trabalho.
Solução no planejamento de aposentadoria: Listagem de documentos necessários para comprovação e meios para obtê-los

Com os avanços tecnológicos e implementação de leis de segurança no trabalho, a exigência de provas para a Aposentadoria Especial de servidor que trabalhe com exposição a agentes nocivos à saúde tem se tornado cada vez maior.  Alguns documentos, como LTCAT e PPP, serão requeridos, além de outros métodos de comprovação possíveis para obter o benefício. Um dos requisitos “extras” que começou a ser cobrado, para exemplificar, é que a prova tenha sido produzida na época da atividade.

 

Ou seja, dentro de alguns anos a justiça e a previdência não aceitarão provas produzidas com pressa, próximo à data de pedido da aposentadoria. Se você começar a se planejar, saberá quais documentos necessita e quando precisará adquiri-los.

 

4. Risco: Servidor concursado receber menos do que tem direito
Solução no planejamento de aposentadoria: Cálculo da complementação da aposentadoria para Servidores

Servidores Estatutários possuem o direito à complementação da aposentadoria – ou seja, recebem totalização do valor para se aposentar com renda integral. O complemento é a diferença entre o salário que o Servidor recebia na ativa e o valor do benefício concedido pelo INSS. Caso o município não possua RPPS, é o próprio município quem deverá pagar a complementação.

 

Por exemplo: Se um enfermeiro Concursado recebia 3 mil reais em atividade e, após se aposentar, passou a receber R$2300,00, o valor da complementação a ser pago é de 700 reais. Além disso, em determinados casos também existe o direito à paridade, onde o ajuste salarial dos profissionais em atividade também é concedido à renda do aposentado.

 

Porém, algumas etapas, documentos e critérios precisam constar na solicitação da aposentadoria e da complementação. A falta de planejamento de aposentadoria poderá deixar passar alguns itens essenciais para garantir o benefício. Isso ressalta a importância de se planejar.

 

A falta de planejamento de aposentadoria implica perda de informações valiosas

Com todas estas informações, é muito mais fácil manter-se organizado e evitar transtornos até que a aposentadoria seja concedida. Além da segurança que você terá em saber que você não será prejudicado nem perderá direitos. Aconselhamos que você faça o planejamento de aposentadoria com um advogado especializado em direito previdenciário, que realizará todos os procedimentos e cálculos caso você não queira investir seu tempo nestes procedimentos.

 

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5 comentários em “Falta de planejamento de aposentadoria traz riscos”

  1. joselma maria do nascimento

    Trabalhei em dois município diferente e contribuía c o INSS só q quando fiz a simulação pra saber o tempo de serviço q faltava, eles diminuíram os dois anos e dez meses q fiquei não município onde sou concursada, posso reaver esses anos q diminuíram, se n tivesse acontecido eu estaria com 28 anos de contribuição, só q onde trabalhava contratada tem 11 e 3 m e o concursado tenho 7 anos, já pedi o PPP dos dois, estou aguardando o doc pra ver se aumenta o tempo de serviço, pq vou fazer 55 anos e somando c outros trabalhos estou c 25anos e alguns meses. Já posso da entrada na aposentadoria e n ter perca salarial, sou auxiliar em saúde bucal.

  2. Daniel José de Siqueira

    Boa tarde!
    Minha esposa tem 57 anos de idade e vinte e dois anos de contribuição INSS na função de enfermeira, funcionaria do Hospital Fusam, Caçapava/sp. Ela é concursada porém regime CLT, a empresa é constituída sociedade de economia mista…
    Ela já pode dar entrada na aposentadoria especial utilizando o PPP, em razão de ser atividade insalubre?

    Desde já
    Agradeço pela atenção no aguardo de uma resposta.

  3. José Carlos de Souza Martins

    Bom dia Dr. Eduardo, eu trabalho no Instituto Butantan há 28 anos e dei entrada na minha aposentadoria em julho de 2015. Uma perita já veio no meu local de trabalho fazer inspeção e deu o laudo de 100% insalubre. O pessoal do meu RH me diz que vou perder muito no meu benefício. Essa complementação de aposentadoria ninguém me informou que eu poderia pedir. O meu processo se encontra no jurídico da SPPREV. O que devo fazer agora? Fico aguardando resposta. Obrigado.

  4. Sou professora é tenho trinta anos de contribuição e cinqüenta de idade, fui dar entrada a minha aposentadoria , mas segundo os cálculos vou perder cinqüenta e três por cento, desisti e agora estou com medo de piorar

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